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domingo, 30 de novembro de 2025
sábado, 15 de novembro de 2025
Primeira leitura do clube de leitura em português
Eis as vossas opiniões sobre Lavores de Ana.
Uma leitura ágil e entretida sobre uma jovem que viaja ao Sul de Itália, e que é também um testemunho sobre experiências íntimas de uma mulher nesta época. Olivia.
A leitura de Lavores de Ana foi para mim um reencontro com a literatura em língua portuguesa. É um livro curto, mas intenso, que nos agarra e não podemos deixar de ler. Uma obra atual, simples de ler, na qual a protagonista nos faz um percurso pela sua vida, quer em Lisboa, quer em Nápoles, através da sua experiência enquanto escritora e tradutora. Mário.
Uma leitura deliciosa e uma simplicidade da escrita numa novela de autoficção, de uma jovem escritora portuguesa. Álvaro Fernández.
Para mim, uma experiência de leitura muito grata. Um percurso pelas línguas portuguesa e italiana com pequenos passos por outras línguas vizinhas. Colorista como não podia ser de outro jeito, pois é Nápoles o protagonista mais claro e mais formoso. Maria B.
É a experiência de Ana em três viagens diferentes a Nápoles. Na primeira, sendo nova e com uma vida mais superficial, rodeia-se de gente mais da sua idade.
Numa segunda viagem, já com mais maturidade, consegue perceber mais as diferenças com a sua cidade, com a sua cultura, e inclusive com a sua região.
E uma terceira viagem, já depois de ter madurado na sua cidade, ter procurado ser mãe, e ter refletido sobre como tinha sido a sua vida até então, comparando-se com outras amigas de Portugal. Além disso, ela valoriza tudo o que experimentou: o rica que é a vida e a experiência de vivê-la. José Manuel
sábado, 27 de setembro de 2025
xoves, 5 de decembro de 2024
CLUB DE LECTURA DE PORTUGUÉS
Depois
da primeira Roda
de Poemas,
sessão sobre Caderno de Memórias Coloniais (12 de dezembro, às
16h00).
No
dia 28
de novembro, realizámos a primeira Roda
de Poemas do
Clube de Leitura em Português, Coral.
Dez estudantes leram poemas do livro Clepsidra,
de Camilo Pessanha. A escolha foi influenciada pelo facto de Pessanha
ter vivido durante décadas em Macau. Vários contos da nossa leitura
anterior (A
China Fica ao Lado,
de Maria Ondina Braga) têm essa cidade como cenário, sendo o
próprio Camilo Pessanha o protagonista de "O Homem de Meia
Vida". Além de Pessanha, também passaram por Macau Manuel
Maria Barbosa du Bocage (grande poeta do século XVIII) e o próprio
Luís de Camões, a quem renderemos homenagem na primavera.
Com esta primeira Roda de Poemas, a poesia passa a integrar a programação do Clube de Leitura. Por um lado, os textos poéticos ocupam um lugar central no cânone literário dos países de língua portuguesa. Por outro lado, a sua leitura atenta facilita a prática intensiva da pronúncia, entoação, ritmo e sintaxe da língua, ao mesmo tempo que revela aspetos culturais e históricos. Nada melhor do que a poesia para saborear a língua com calma, quase como uma "câmara lenta".
Na Roda de Poemas, os textos são disponibilizados antes ou no início da sessão. Em primeiro lugar, partilham-se impressões sobre a leitura de cada poema. Logo a seguir, no aconchego de pequenos grupos, realiza-se um primeiro ensaio de leitura, com a assistência do/a docente para esclarecer questões de pronúncia. Em seguida, o momento principal: a leitura para todo o grupo. Para concluir, como sobremesa, é apresentada uma música relacionada com os textos. Neste caso, em sintonia com o tema do coração nos poemas de Camilo Pessanha, a música escolhida foi Estranha Forma de Vida, de Amália Rodrigues.
A Roda de Poemas é aberta a qualquer estudante que deseje participar, independentemente do nível de proficiência em português. Aliás, as portas também estão abertas a estudantes de outras línguas, uma vez que não é necessário conhecimento prévio de português para embarcar na viagem da poesia.
A programação do Clube de Leitura continua no dia 12 (16h00, Biblioteca), com a sessão sobre Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo. Deixamos o Oriente e rumamos para Moçambique.
A palestra do professor Iago Bragado Trigo, realizada no dia 13 de novembro na escola, foi a melhor maneira possível de alimentar antecipadamente a nossa curiosidade pela chamada Pérola do Índico.
luns, 21 de outubro de 2024
mércores, 13 de marzo de 2024
luns, 5 de febreiro de 2024
sábado, 2 de decembro de 2023
martes, 31 de outubro de 2023
martes, 26 de setembro de 2023
luns, 26 de xuño de 2023
luns, 8 de maio de 2023
martes, 25 de abril de 2023
xoves, 23 de marzo de 2023
xoves, 16 de marzo de 2023
Um castelo em Ipanema Clube de leitura em portguês
No clube de leitura estamos a ler Um castelo em Ipanema, de Martha Batalha.
A sessão de debate será na terça-feira dia 11 de abril às 19h35, na Biblioteca. Dispõem assim das férias da Páscoa para ler, se ainda não o fizeram.
mércores, 11 de xaneiro de 2023
venres, 16 de decembro de 2022
Novas leituras no clube de leitura de português
O clube de leitura continua com O outro pé da sereia, de Mia Couto.
O seguinte livro - este, sim, já disponível na biblioteca, é Um castelo em Ipanema, de Martha Batalha.
domingo, 27 de novembro de 2022
Reunião do clube de leitura: A ilha desconhecida, José Saramago
CLUBE DE LEITURA CORAL - O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA -
1 de dezembro de 2022
Antes de navegar:
Trocamos brevemente impressões sobre leituras prévias de
Saramago e de livros que falem em ilhas.
Para refrescar a leitura:
Que portas havia na casa do rei?
O que ressoava na porta?
Por onde é que a mulher da limpeza perguntava?
Que três perguntas é que o rei fez?
Onde se sentou o rei ao ouvir o pedido?
O que fazia a mulher, além de limpar?
Onde se encontraram o homem e o capitão?
Que embarcações são citadas?
Que embarcação é que ele recebeu?
Que espaços há dentro do barco para guardar objetos?
Como se defendeu a mulher da limpeza das gaivotas?
Como se chama o som agudo das gaivotas?
O que é que ela fez com os ninhos?
Com que são comparadas as velas?
Que adjetivo é aplicado várias vezes ao mar?
O que é que o filósofo do rei dizia?
O que tinha o farnel que ele tinha trazido?
O que fez um som ronco?
O que é que ela tirou do bolso do avental?
O que havia, alinhado na amurada?
O que é que as gaivotas levavam no bico?
Em que momentos do conto são tomadas decisões?
Para debater:
- Que episódios e elementos do conto remetem para as seguintes ideias?
A hierarquia
A burocracia
As posses materiais
A tomada de decisões
A aprendizagem
A determinação
A história de Portugal
A identidade
O encontro com os outros
O sonho
O amor
O autoconhecimento
- Que visões do mundo se contrapõem no conto?
- O que é que as viagens conseguem provocar em nós?
- O que te sugere o final do conto?
Para lembrar:
"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar"
"Se não sais de ti, não chegas a saber quem és"
Bem sei que há ilhas... (Fernando Pessoa).
Bem sei que há ilhas lá ao sul de tudo
Onde há paisagens que não pode haver.
Tão belas que são como que o veludo
Do tecido que o mundo pode ser.
Bem sei. Vegetações olhando o mar,
Coral, encostas, tudo o que é a vida
Tornado amor e luz, o que o sonhar
Dá à imaginação anoitecida.
Bem sei. Vejo isso tudo. O mesmo vento
Que ali agita os ramos em torpor
Passa de leve por meu pensamento
E o pensamento julga que é amor.
Sei, sim, é belo, é longe, é impossível,
Existe, dorme, tem a cor e o fim,
E, ainda que não haja, é tão visível
Que é uma parte natural de mim.
Sei tudo, sei, sei tudo. E sei também
Que não é lá que há isso que lá está.
Sei qual é a luz que essa paisagem tem
E qual a rota que nos leva lá.
20-09-1934
Poema publicado pela primeira vez em Novas Poesias Inéditas. Lisboa, Ática, 1973. Esp., env. 62B-
25, original manuscrito a tinta; datado; não assinado.
O homem do leme, Xutos e Pontapés.
Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.
No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder..
martes, 15 de novembro de 2022
mércores, 28 de setembro de 2022
Novo clube de leitura em português
Reunião informativa: terça-feira 4 de outubro
(19h30) na biblioteca.
As pessoas interessadas devem inscrever-se nesta ligação : https://forms.gle/BvKYzvzW257auf3a8
Se alguém não puder assistir a esta primeira reunião, receberá igualmente a informação por email.
O primeiro livro que se vai ler é Contos exemplares, de Sophia de Mello Breyner Andresen. O fio condutor das leituras deste ano é o mar. Uma das leituras focará o tema da igualdade.
Haverá alguns exemplares disponíveis em empréstimo para os membros do clube.
A data da primeira sessão é quinta-feira 3 de novembro. As datas das sessões subsequentes serão enviadas com antecedência às pessoas inscritas no clube. Preferentemente serão às terças ou quintas de 19h30 a 20h30 na biblioteca. Estão previstas cinco sessões anuais.
Os seguintes livros serão:
O conto da ilha desconhecida, de José Saramago (sessão em dezembro).
O outro pé da sereia, de Mia Couto (sessão em janeiro)
* As duas primeiras leituras são textos breves, de modo a promover a participação de estudantes de todos os níveis.




























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